terça-feira, 13 de julho de 2010

O APOCALYPSE DE COPPOLA

Luiz Zanin Oricchio, crítico do Estadão, em 3 de janeiro de 1998, definiu, em poucas palavras, a proposta de Francis Ford Coppola - aqui no Brasil quase todos pronunciam erradamente o nome do cineasta - sobre 'APOCALYPSE NOW". Como vivo revendo velhos recortes, achei este em que Oricchio diz:
"(...)a fonte de inspiração é "CORAÇÃO NAS TREVAS", de Joseph Conrad, e a intenção do filme é mostrar o que acontece quando uma nação se contamina pelo horror que ela própria pratica. Esse hino fúnebre de uma América que perde sua alma e razão nas selvas vietnamitas é um dos seus melhores trabalhos".
Depois disso, quantas guerras mais os EUA provocaram? Para Oricchio, "APOCALYPSE" foi o melhor filme realizado sobre o Vietnã.

terça-feira, 6 de julho de 2010

ORKUT

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BUSQUEM POR argemiro "MIRO"

OBRIGADO

MIRO

domingo, 14 de fevereiro de 2010

FATAL

compre moto
compre morte

corra sem razão
morra sem razão

tenha pressa, corra
tenha pressa e morra

o consórcio da morte
vai crescer vinte por cento
(está nos planos de vendas)

os cemitérios dilataram
os hospitais se ampliaram

devido à insana pressa
de se chegar ao IML

um imbecil vira rei
na moto ou no carro
é o esperto, é o melhor,
o filhinho mimado

o trânsito polui e mata,
entope e trava as ruas,
estradas e mentes

a imprensa noticia
que três milhões de veículos novos
rodaram em 2009

só não disse quantos
ficaram pelo percurso
sem terminar a viagem

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CORRENDO ATRÁS DE PAZ

Hoje tentava ler um livro em casa, mas a cadela do vizinho perturbava tanto que resolvi pegar a bicicleta e fui até o emissário. Como não há árvores no local - acho que os iluminados que bolaram aquilo não gostam de árvores - sentei-me sob a obra da Tomie Ohtake, único local com sombra. Em cima, a obra, e, no subsolo um rio obrado. Algumas moças de Cubatão conversaram comigo e quiseram saber do emissário. Mostrei-lhes o amontoado de prédios visíveis na orla da praia explicando-lhes que, além daqueles, todos os prédios e imóveis da cidade têm ligação direta com o emissário, porque todos os detritos produzidos acabam passando sob o local onde estávamos. Também disse-lhes que, do jeito que continuam construindo tantos prédios enormes, há o risco de uma explosão de metano que poderá fazer com que a obra de Ohtake vá parar na África.
Elas riram e uma delas se queixou da falta de árvores. Lembrei de um disco do Vandré, produzido na época da ditadura. No verso, uma frase de Bertolt Brecht: "Nestes tempos em que falar de árvores é quase um crime, pois implica em silenciar aos que virão depois de mim". Talvez a frase explique as razões de certas figuras detestarem árvores. Vejam como a mente viaja...